19
Set

Eurobot é um TFOL  que pertence a esta Comunidade. Em todos os eventos que está presente marca a diferença, mas isso parece ser de  família.
Eurobot para onde vai, vai sempre acompanhado pela sua família. Pai, Mãe e Irmã.
Em todos os eventos são das pessoas mais prestáveis e são de uma simpatia enorme, mesmo depois de estarem horas e horas a cuidar dos filhos , ainda conseguem ter tempo para ajudar a visionar um evento… (Não é fácil).

- Eurobot , és TFOL há quanto tempo ?

Sou TFOL há quase dois anos, mais precisamente desde 12 Outubro de 2007, data em que me registei no fórum 0937 e consequentemente conheci todo o mundo online que envolve este hobby.

- Chegaste a passar por uma Dark Age ou sempre continuaste a gostar de LEGO até descobrires a Comunidade?

Sim cheguei a passar por uma semi-Dark age, a partir dos 8 anos comecei a construir cada vez menos, e deixei mesmo de pedir Lego como prenda. Mas foi coisa de pouca dura, por volta dos 12 anos voltei a construir.

-Quando começaste a ir aos encontros e eventos o que pensaste?
Passou-te a ideia que estavas no meio de gajos que só falavam de LEGO ou encontraste algo mais?

Vi um grupo muito unido, vi amigos que partilhavam um hobby, com muito entusiasmo e respeito mútuo. Já há muito tempo que deixamos de ser um simples grupo de fãs de Lego.

Dentro dos TFol´s destacas-te pela tua postura. Isso ajuda muito a maneira de as pessoas mais velhas te verem.


- Bem, sabendo isso, qual a próxima asneira que estás a pensar fazer ? :)

O usual, escapar ao controlo parental no que toca em horários de acesso à internet é a mais comum das asneiras. Como deves perceber não convém relevar muito mais numa entrevista que vai ser lida pelos meus pais.
- Quem são os teus construtores preferidos?

Tenho muitos, mas acho que posso destacar alguns, na panorama nacional aprecio bastante as construções do Lbaixinho, Marcos Bessa, Tânia, Evildead, Rupi, Américo Verde, Biczzz, Bacvs, e claro o Romão pelo magnífico trabalho que fez na Catedral de São Macário.
No panorama internacional acompanho a aprecio os trabalhos dos irmãos Arvo, do Sir Nadroj, Hipottam, entre muitos outros que vou encontrando destacados em Blogs internacionais e no fórum0937.

MeloPai, é o Luís Melo Sénior. Nesta entrevista aproveito também para lhe fazer algumas perguntas. Sendo um dos voluntários do “costume” nos nossos eventos da Comunidade 0937, acabou por se tornar membro e AFOL de Technic… (Confesso que dei um empurrãozinho, mas a iniciativa partiu do Luís Melo Sr.)

A minha relação com o Lego, começou por envolver-me nos projectos do meu filho, mas rapidamente evolui para um hobby que me desperta interesse naturalmente e que me faz querer construir, falar sobre o mesmo, experimentar e saber o máximo possível sobre este mundo.

- Como vê o LEGO em casa , uma boa maneira de aprender ou um simples brinquedo ?

Sem duvida que o LEGO está longe de ser um simples brinquedo, é essencialmente uma forma de arte. Trata-se de dar asas à imaginação e depois exprimi-lo num meio físico, e para isto, é necessário algum conhecimento, que vai surgindo gradualmente proveniente de muita pesquisa e experimentação.
Por isso considero o LEGO uma excelente forma de aprender, desde arquitectura ou engenharia, passando pela historia e conseguindo ainda ajudar a desenvolver as competências sociais quando o hobby tem como uma forte componente a participação numa comunidade activa como é o 0937.

- Acompanhando o hobby, com que sensação fica depois de ver que pessoas mais velhas constroem com LEGO e fazem disso um estilo de vida?

Fico feliz, a existência de um hobby que dura uma vida e que consegue reunir tantas pessoas é fantástico!
Admiro bastante as pessoas que, além do stress diário resultante de um dia de trabalho, conseguem dedicar algum tempo a uma coisa que gostam e que lhes permite relaxar e divertirem-se ao mesmo tempo que criam obras de artes fantásticas.
Um hobby que consegue ligar uma família e fazê-la andar de um lado para o outro é obra.

- Como “chefe” de família compreendo que às vezes não fica barato comprar LEGO. Quais as suas dicas para outros “chefes” de família conseguirem satisfazer os filhos na altura dos lançamentos de set´s ou compra de peças?

Infelizmente têm toda a razão, o LEGO é um hobby caro e pelo que vejo a tendência é para o ser cada vez mais.
Não há nenhuma fórmula mágica para conseguir comprar todos os elementos necessários para usufruir ao máximo do hobby sem um custo elevado. Basicamente o que pode ser feito, é uma selecção cuidada dos produtos comprados e de os sítios onde os comprar. Aproveitar as promoções e oportunidades em alternativa as compras regulares é uma solução que recomendo, mas isso nem sempre é possível.

No ponto de vista de Pai e não de um Membro da Comunidade, como vê a Comunidade no seu geral, ou seja, como classificaria a importância que uma Comunidade pode ter para o desenvolvimentos dos seus filhos?

Fico feliz pelo meu filho por pertencer a este grupo de AMIGOS entre os quais, existe uma relação formidável que vai para além do hobby , no plano físico(LEGO) em si a maneira como se incentivam e se apoiam mutuamente a desenvolverem as suas capacidades faz-me crer seguramente que os enriquece profundamente em todas as vertentes.

Agradeço o tempo que perderam comigo. Foi com muito gosto que fiz esta entrevista.
De todas as conversas que tive com ambos foram sempre agradáveis.


E….. PLÁS TrÁS PÁS, mais umas mãozadas bem dadas neste blog :D

12
Set

Nathanael Kuipers surprised me when the concept car shown at Brickshelf.
I decided to look for more things about their creations. I found a folder full of images moc’s and mod’s very well done. Moc’s made from a set, Nathanael as LEGO Designer as made 8292 Cherry Picker, per example.
I sent him an email to know what was the availability of it for me to answer some questions about their moc’se is not that he accepted !!!!! Of course I was happy.

Hello Nathanael. I thank you deeply your cooperation in this session of questions and answers!

You’re very welcome Americo. I will try to answer the questions as good as I can.

-Tell me a little about yourself, where you are, your occupation, how old are you and what are your hobbies besides LEGO?

30 years ago I was born in The Hague in the Netherlands. After a few years in Denmark I have now moved up north in Scandinavia to Sweden.
Here I work as a product developer in a company called Tectubes, that produces aluminium and plastic tubes in the packaging industry. In my spare time besides LEGO I enjoy to play a videogame or be a bit more active with bowling, skateboarding or playing darts once in a while.

-Did you  have a “Dark-Age”?

With ‘Dark Age’ I suppose you mean the period that LEGO wasn’t an active part of my life. Well yes, I have been through that time as well. The ‘darkest’ period was in my teenage years between 16 and 20. School, exams and study were more important at that time.

- Can you tell me how was your process until you reach the LEGO designer?

It’s a rather lengthy story if I include all the details so I try to summarize a bit.
It all started because of my studies industrial design and engineering. My interest in LEGO came back (also because of the more interesting LEGO designs) and I started to experiment with new bought sets like 8458 and 8466. At that point the idea came up if I could get in the LEGO Company for an internship. This was however unsuccessful.

After my studies I applied again and this time was invited for a workshop. Again I was turned down, but learned a lot about the company and their philosophy. From that point I started to buy and build  more models which I shared publically on the Internet and with the community that I had discovered.
Eventually I got some interest from LEGO personal who had seen my models. My education, the workshop experience, and particpation in the LEGO Factory competition (I was surprisingly chosen as one of the winners) have likely helped with that as well.
They offered me a freelance project, because they lacked resources and very soon after I started, they offered me a job.

- You have several moc’s have been made from a set, you have done this for some reason in particular, or simply a challenge?


It all started when I didn’t want to mix my LEGO bricks from before and after my ‘Dark-Age’. That meant that I didn’t have so many new sets/ elements to buid with. So it was at that point when I started to build one-set MOC’s. Not only did I find it to be very enjoyable and a nice challenge, but I was also able to show others that you don’t need many elements to be creative and build something cool. I wanted to create models that inspire others, so they had to look as good, but preferably better than official models. Often I had to use unconventional ways of building to achieve something nice, which added another dimension to the challenge.
Sometimes I like to believe that it’s because of some of my models, that have inspired more people to make one-set MOC’s today.

- Do you have a favorite subject, or you do not mind to take up any issue and build?

As a designer I’ve learned that I should be able to design anything that is asked from me. So I don’t mind taking up, and actually appreciate new challenges. Probably my specialty is vehicles, because I’ve always had an interest for those.

-As a designer, what are the worst jobs or shares more complicated to do?

The biggest challenge is to convince others that your design is the best compromise. This might sound strange, but in reality it’s true. There are so many parties involved with their own interests, and you have to try to please them all and make them happy. For example the manager is most of the time only concerned about having the model finished in time within the budget. The marketeer only wants a model that looks cool and will sell. The engineer wants a model with good working functions that doesn’t fall apart. The graphic artist wants a model that is easy to communicate to the public on the box. The building instruction developers main concern is the buildability for the target age. But most important is the end consumer, who should get an excellent experience, from buying the box, to building the model and play with it. You can see that this is not so easy to achieve



- Your style of construction extends system and technic, between the two, what is your favorite?


In my youth I didn’t have much with Technic, and was system my favorite, but since I’ve been working more with the Technic from nowadays, I actually can’t say I like one more than the other. In a way I think the systems complement eachother, but still have their own challenges and ‘rules’. They just ask for a different approach and I like them both.

- The conceptcar is a formidable machine. Can you tell me about the construction?


I tried to build it in the same spirit as the LEGO ‘supercars’ from the past. So in the endresult you get a 5+R gearbox, a V12 that you can either put in the front or rear and an independant suspension system where you can choose to let the V12 power either the front wheels or the rear wheels. All these elements are connected to a framework which is also the main structure of the car.
Because the framework is the central part of the car, I started with this in the development. This is quite different than most times, in which the mechanics are done first. So there was a bit of planning involved where I needed to have the connection points and where important axles would be. Once I had figured that out, surprisingly, it was not that difficult to make the rest of the structure, including mechanical modules.
The most enjoyable bit was saved till last which is the styling of the car. This was done totally freestyle, so no sketches, no real car design, just experimenting with elements. It’s the artistic part after the engineering.


- All of it was built in modules, for some reason in particular?

I had the idea for several years, but never had the time or chance to do it. I wanted to see if it would be possible to make a ‘supercar’ with all the usual mechanics, representing real car manufacturing as close as possible by building it in a similar modular way (so it’s possible to customize),  and with the Technic system as we know today. I was inspired a bit by 8448, a set I unfortunately never had, but then going a step further in modularity, where you can design and build other mechanical modules as well. So basically the modulair structure was one of the key concepts for this model.
It would be great if new modules could be presented in the future…


- Did you build the Cherry Picker and is “signed” by you, was the set’s most liked to do?
(I bought 6 like these in the last christmas…)

The Cherrypicker is for me my best official Technic model, because I think I was able to make the least compromises on this model. The challenges I was facing were also bigger and more difficult then with other models. That’s why I’m very happy with the result in which I was able to deal with all the challenges, without compromising too much. Another reason why this model is special to me is because I designed it pretty much from start to finish, from initial concept model to alternative model. When I read then that this model has brought some people out of their ‘Dark-Age’ and has given so many others a nice experience, I feel very fortunate that I was able to contribute to that.

-Do you have other set´s made by you ? If yes , please tell me some few.

My freelance project was the 8674 F1 Ferrari. Further I designed the 8271 Wheelloader and 8261 Rally Truck, and  8272 Snowmobile was one of my concepts. I also designed alternate models for Creator, among which the truck in 4939, the bobcat in 4993, and the hovercraft in 4997. Further I have contributed to several other models in some way.


- After 3 years working for Lego, it was difficult to leave?

It was a very difficult decision. The opportunity came up to try something new, and because working for LEGO was my first official job, I just felt like I had to give this a chance as well. However I would definitely not exclude the possibility of me going back at some point in the future if I get the chance…

-You can talk about this experience?

Up to now I can say that my time at LEGO was the best so far. Many kind people, good atmosphere and nice working conditions. Those things I miss today.

- Who are the AFOL’s most admire?

It’s difficult to mention a few, because there are so many amazing builders out there. Probably I feel most connected to people who have a similar interest or view, because those are the things I can relate to and thus appreciate most. But that wouldn’t be fair to all the other great builders. So instead I won’t mention anyone in particular but have this to say in general:
Any MOC is better than an official LEGO model, as long as it’s made with passion and creativity! :)

Nathanael, thank you very much.
Again, it was a pleasure to do this.
I am very grateful for your help and hope to come back to upset another time.

And…SPLASH…PLASH… another hand has hit this blog !!!!

06
Set

Tânia Baixinho

Tânia Baixinho

É com esta foto que a Tânia se apresenta. O seu “amor” incondicional pelo landscape que tão bem sabe criar faz com que as construções ganhem uma vida e uma harmonia fora de comum, nós pedimos que ela continue a preencher as suas lindas construções com estas “ervinhas” todas.
Normalmente perdemos mesmo muito tempo para ver as construções e os pormenores que ela coloca nos seus moc´s. Um sentido estético muito apurado ajuda a manter a fasquia muito alta.

Ter tempo para ser dona de casa, estudar e ainda montar LEGO não é fácil, mas eu já conheço como funcionam as coisas por lá :D . As construções aparecem umas atrás das outras.

- Sei que o Luís já andava nisto antes de te conhecer.

Quase. Sempre andou atento ao que a LEGO produzia mas só começou a mostrar mais interesse e a comprar sets depois de começarmos a viver juntos, num T0 muito pequenino onde havia mais LEGO do que espaço disponível para andar.

- Como começaste com o LEGO?

Com 3 ou 4 anos, com o LEGO das manas mais velhas e dos presentes quase semanais que o meu pai me dava. Brinquei muito com LEGO até aos 8, 9 anos até aparecer lá em casa a televisão por satélite ( as famosas parabólicas) e o VHS, que roubaram a minha atenção :P  Seguiu-se uma Dark Age que durou quase 2 décadas preenchidas por outros hobbies.

Recomecei a brincar com o mesmo entusiasmo de infância exactamente ao ver LEGO na nossa sala comprado pelo Baixinho. Eram poucos sets e poucas peças sortidas mas ao fim de 4 a 5 meses rendi-me às evidências de que o hobby tinha criado raízes em nossa casa, nas nossas vidas. Se não os podes vencer, junta-te a eles, o que fiz com a maior das vontades – vontade de saber mais, construir, aprender, etc.

O que mais gosto é realmente construir MOCs, mesmo em miúda preferia a criação original à cópia dum set cuja imagem eu via impressa na caixa, queria poder criar estruturas (fossem elas quais fossem), de outros universos.

E julgo que hoje em dia sinto o mesmo que praticamente todos os AFOLs que brincavam com LEGO em criança, não digo nostalgia e muito menos saudade mas mais uma sensação de segurança e/ou ignorância feliz, lembranças aconchegantes e talvez uma leve sensação de desapego pelo que nos rodeia.

É certo que não construo tanto quanto gostaria, sou só uma. Mas vejo-me daqui a 20 anos (lembrete mental: mudar de casa) a curtir ainda mais para chegar à reforma e gozar da verdadeira Golden Age.

És co-proprietária da Mini , a loja online de Brinquedos que é patrocinadora oficial da Comunidade 0937.

- Queres falar alguma coisa sobre este projecto?

O projecto Miniancora tem já 7 anos. Primeiro apostamos numa loja física, onde a qualidade dos brinquedos e decoração infantil era a nossa principal preocupação. Logo de inicio percebemos que iria ser muito complicado apostarmos num qualquer brinquedo de plástico, mas já andávamos atrás dos contactos da LEGO para termos sets à venda – este seria o único brinquedo de plástico que teria espaço na nossa loja, a qualidade do brinquedo assim o permitia.
Entretanto a loja passou de física a online e apostando somente em LEGO, afinal é aquilo com que gostamos de lidar.
No último ano adaptamos a gestão da Mini à crise financeira e apostamos praticamente nas reservas prévias que os nossos clientes nos fazem. Desta forma conseguimos satisfazer uma grande parte de clientes sem recurso a um grande e dispendioso stock.
É também uma forma de comprar LEGO, mais barato.

Tânia, desde sempre foste uma das referências de construir com LEGO em Portugal.

Dizes tu!
Obrigada na mesma.
lol

WinterFell

WinterFell


- Qual é a sensação?

É pá, não faço a mínima. Como te disse em cima, o prazer de construir é a sensação.
Repara, eu admiro os trabalhos de imensos AFOLs, dos mais variados temas e preferências e obviamente acabo por admirar a pessoa que os fez ou faz. Admiro essencialmente os MOCs, depois se for possível conhecer o/a AFOL e criar laços de amizade, perfeito!

A 0937 aparece e hoje é uma das Comunidades com maior dinâmica e qualidade da Europa.

- Podes-me falar sobre a origem da Comunidade e o porquê do seu aparecimento?

Havia uma oportunidade de criar um espaço de qualidade para falar de LEGO e um grupo pequeno de pessoas já ligadas pelo hobby decidiu aventurar-se.

Essa foi basicamente a premissa que permitiu o nascimento da 0937, claro que a Comunidade, tal como é hoje em dia, resulta de um processo de crescimento e desenvolvimento que não aconteceu de um dia para o outro, foi precisa alguma preserverança para fazer essa passagem, prefeitamente recompensada pelo resultado.

No entanto, a dinâmica e qualidade que referes foram parâmetros que estiveram sempre associados ao projecto. A experiência anterior que cada um absorveu sobre a criação e desenvolvimento de um LUG foi essencial para sabermos aquilo que queríamos e o que definitivamente não queríamos, o que poderia resultar e aquilo que iria dar chatices.
Agora é continuar com o alto nível a que chegamos enquanto LUG.
Também tem aparecido novas experiências das quais não tínhamos grandes referências mas temos um grupo de trabalho coeso, cheio de força e vontade, e isso…é meio caminho andado.

Dentro do fórum existem muitos elementos inscritos.

- Tens uma ideia de quantos elementos activos existem?

Estimo que seja superior a 70 membros regulares. Alguns numa base diário, outros semanal, outros ainda participam nos eventos mas por esta ou aquela razão participam pouco no fórum.
Mesmo assim, o nível de participação é bastante alto.

*Podemos concluir que quantidade não é sinónimo de qualidade.
Com poucos membros activos conseguimos estabelecer um patamar elevado.

- Estou correcto ?

Perfeitamente, ‘tás mesmo lá Mecco:D

Podemos já comprovar que realmente a afirmação é verdadeira e em várias ocasiões. Agora, imagina todo esse potencial, todos esses pequenos (ou não) grupos de membros activos, juntos. E isso é = TOMARLEGO. O resultado de cada display é a soma do trabalho de poucos membros activos, certo?

Tânia, foste embaixadora durante um ano [no teu 1º ciclo onde representaste] a Comunidade 0937, Portugal [ e as comunidades lusófonas].

- Sabendo que não me podes responder a tudo, quais eram as tuas responsabilidades enquanto Embaixadora?

Acima de tudo fazer chegar, através dos canais que me fossem possíveis, a minha disponibilidade para receber e transmitir o feedback dos AFOLs para a LEGO.

A plataforma rainha é a Internet, daí ter informado a LEGO, antecipadamente da forma como iria mostrar essa disponibilidade. Assim a LEGOficina e a LUGNET, para além do Fórum da 0937, faziam parte dos locais onde postava e recolhia informação.
Poder assistir ao nascimento do LUG Brasil, foi algo que me deu grande honra e claro, prazer.
Não posso adiantar grande coisa, tenho um NDA para respeitar, digamos que a parte visível é mesmo o apoio no feedback e garanto que quem o fez não deu o seu tempo por perdido. O mais engraçado disto tudo é que troquei emails com gente muito diversa e deu para perceber que a quantidade de gente que se interessa por LEGO é bem maior do que aquilo que está mais ou menos estabelecido, e bastante atentos também. Não só unicamente AFOLs de armário mas também AFOLs muito produtivos que não tem tempo para dispor no contacto com comunidades.
Esse foi também um importante ciclo de mudança dentro do próprio programa, fico feliz por ter participado nele.

Tânia, és uma das caras da Comunidade 0937.

- Como é ser um dos Administradores da Comunidade ?

A palavra administrador não me soa bem :P . Estou no grupo de gestão da 0937.
Como é ser? Sou igual a mim mesma eheheheheheh
Se me perguntares o que é preciso fazer, isso sim, há muita coisa. Gosto mais de umas áreas do que outras, tenho alguma prática na organização de exposições, aproveito esse conhecimento e aplico-o na 0937. Acredito que o facto de partilharmos as sensações únicas que o hobby nos proporciona, nos une muito, mesmo ultrapassando o tema LEGO. Esse é outro lado que me atrai na gestão da 0937, a união do grupo, ver crescer a motivação individual e colectiva. Apreciar o resultado final, seja ele um display ou uma jantarada. Gosto muito deste grupo, diferentes entre si, mas gosto de todos.

Um hobby que é praticamente dominado por homens.

- No ponto de vista de uma AFFOL , como lidas com isto?

Sem qualquer problema, tento sim encontrar mais AFFOLs para se juntarem ao grupo. Julgo que as AFFOLs sentem mais condicionantes culturais do que outra coisa qualquer. Na 0937 existem já várias mulheres a construir, no inicio era só eu…e isto talvez demonstre que com tempo as coisas possam equilibrar-se melhor.
Mas como te disse, não é algo que me preocupe.

Tens moc´s lindíssimos e “trabalhas” o landscape como ninguém.

- Quais são as tuas referências e onde vais buscar as ideias ?

BD, literatura, cinema, dia-a-dia ( vivo numa zona muito privilegiada com praia, rio, serra e montanha à minha volta e acho que esse acaba por ser o principal catalisador). Sempre gostei muito de fechar os olhos e criar as minhas imagens mentais e retenho normalmente as que mais me agradam, faço muito isso com estórias que leio mas, isso não quer dizer que a imagem que eu construa seja sequer parecida com a que o autor(a) relata, normalmente não o é.
Olha que não é raro sonhar com MOCs e pá, eles insistem em vir com landscape :P

Não tenho mais nada para perguntar.
Só tenho a agradecer a tua disponibilidade e felicitar-te por todo o trabalho que tens tido por esta Comunidade. Sabemos que tens feito um grande esforço pessoal para manter as coisas lá no topo. Desde já, muito obrigado por tudo por poder contar contigo no meu grupo de amigos.

Mais uma mãozada tremenda aqui no BLOG ! PLÁS :D

30
Ago

Pedro é um dos membros mais antigos e activos da Comunidade Portuguesa.
Ser um dos primeiros do hobby, nunca foi fácil. Sair à descoberta de outros como ele com os mesmos gostos em Portugal começou por ser uma complicada tarefa.

Olá Pedro.

Oi!

- Queres começar por falar como tudo começou?

No LEGO?
Não tenho grande consciência disto. Lembro-me de ter algum DUPLO em bebé, e de haver algum LEGO BASIC no meu infantário. Ao que consta, os meus pais souberam que eu passava bastante tempo com a caixa do LEGO e experimentaram comprar um (o 530); pouco tempo depois comecei a ter alguns conjuntos pequenos, e não tardou a que só pedisse LEGO como prenda (os incumpridores eram olhados com uma expressão que hoje considero insolente).

- Nunca passaste por uma Dark Age?

Nunca. O pior ano para mim foi 1998, em que apenas comprei um ou dois sets (só para “picar o ponto”). A verdade é que o catálogo nesse ano também não tinha muita coisa que me agradasse… não houve nunca um afastamento deliberado, antes pelo contrário, sempre que podia procurava LEGO, comprava LEGO, construía LEGO.
Nunca senti que a argumentação dada para abandonar o LEGO fosse válida. Velho demais para brinquedos? Isso é o mesmo que dizer que há idade-limite para fazer férias. Nem sinto que tenha tido de escolher entre o LEGO ou outra coisa qualquer.

Ao contrário do que aconteceu com Marcos Bessa que sem o conhecer de algum lado lhe dei dormida, bem,desta vez foi o Pedro que me acolheu, estávamos em 2004.Uma noite de conversa com seus pais foi o suficiente para ajudar a conhecer melhor as nossas origens.
A partir deste momento que a minha história com o LEGO cruza com a história do Pedro, as aventuras e os dissabores por momentos foram os mesmo que apesar de fazerem parte do nosso passado, ficaram na memória.
O choque de opiniões e atitudes marcaram mudanças do Hobby em Portugal a partir de 2006.

- Queres comentar resumidamente este “pedaço” de história?

Quero. Mas não vou alongar-me: basta dizer que a palavra “não” custa muito, mas por vezes é precisa mesmo quando mais ninguém sabe as razões, mesmo quando mais ninguém nos vê futuro depois de a proferir. O verão de 2006 foi muito marcante para mim, a todos os níveis. E sinto-me muito contente por ter avançado em todos os projectos em que me meti nessa época.
A Comunidade 0937 surgiu para falar de LEGO; convenci-me da sua necessidade quando deixei de falar de LEGO onde era suposto. E sinto-me bastante satisfeito com a manutenção desta postura de não tratar de outras questões – esta excepção que aqui abro é mesmo para explicar a regra.

A Comunidade 0937 deu um passo muito importante quando decide fazer o primeiro encontro.

0937Nine

0937Nine

- Qual foi a 1ª sensação ?

“Uh! Presunto!”
Fora de brincadeiras, foi reconfortante saber que havia gente interessada em LEGO de qualidade, a ponto de investir o seu tempo na Comunidade. Gente que aparecia a medo, mas entusiasmada e com vontade de se lançar de cabeça num projecto voltado para as ideias. Foi isso que encontraram.

Foram aparecendo sempre membros e mais membros, até que se formou um grupo coeso e determinado a levar em frente o bom nome da Comunidade e de Portugal.

- O que tens a dizer sobre isto e para ti qual a importância desse grupo?

Procuro ir conhecendo todos os membros que aparecem em encontros, e sinto que há curiosidade, quase “fome” de fazer coisas melhores. A característica que mais me interessa na Comunidade é a capacidade de auto-superação. E também a capacidade de levar a cabo projectos, grandes e pequenos, que têm muito amor lá metido. Apraz-me saber que ninguém aqui considera o LEGO uma “coisa”, mas sim como o seu meio de expressão. Isso une-nos.

- Explica qual o papel na Comunidade.

As tarefas são relativamente simples, mas levam algum tempo e envolvem bastante discussão interna. Isso é bom. A nossa probabilidade de cobrir todos os ângulos de um problema aumenta quando temos gente informada a /argumentar/, em vez de mandar bitaites – conseguimos criar uma equipa bastante eficaz nisto.
Para ser franco até que a actividade “pesada” tem sido cada vez menor, há quase uma rotina estabelecida, no bom sentido. Há algumas dúvidas dos membros, há algumas chamadas de atenção quanto à ortografia e sintaxe (fazemos gala de impedir o “pitoguês”, o “SMSês”, e outras variantes análogas), há a coordenação de informação, a preparação de eventos, a moderação/organização do fórum, o tratamento e preparação de conteúdos (por alguma razão se lembram de mim quando é para escrever!). De uma forma simplificada, há que manter a casa arrumada. E motivar.

Ao 7º Ciclo, foste nomeado como LEGO Ambassador, ligado directamente à Comunidade 0937.


- Podes dizer quais são as funções de um embaixador perante a lego e perante a Comunidade?

Grosso modo, é servir de telefone. Eu comunico propostas da LEGO à Comunidade, e centralizo/trato o feedback recolhido dos membros. Do ponto de vista da LEGO já me explicaram que é uma forma mais prática de acompanhar as Comunidades; do nosso ponto de vista é um reconhecimento. Há vantagens em ambos os sentidos, num ciclo virtuoso de investimento mútuo.
Isto não quer dizer que não possa vir a haver outras tarefas pontuais, mas não estou a mentir se disser que de momento não estou envolvido em mais nada./Existem coisas que nós (Afol´s) não sabemos e ansiamos sempre por tentar saber mais cedo. Informações, Notícias, novidades de última hora, imagens.

- Calculo que já tens acesso a conteúdo “privado” . É fácil gerir esta situação?

Até agora não tive acesso a nenhum conteúdo privado (no sentido de “altamente secreto”, entenda-se) e não fui contactado nesse sentido. A ser, e as mudanças no programa LA não permitem extrapolar muito, terei de cumprir com o que me comprometer. Isso não me tira sono.
Para ser franco, não estou à espera de ficar conhecedor de segredos. Já foi tempo disso; agora para esses fins deve haver outros recrutamentos.

- Em última análise , como vês o crescimento do Hobby em Portugal ?

Lento, mas seguro.
O modelo de negócio da LEGO tem vindo a mudar, e não mais me parece razoável esperar que o LEGO se venha a tornar num produto de apelo para as massas. Não se irá democratizar. A boa notícia somos nós que a damos: as comunidades de fãs irão compensar de certa forma porque se irão tornar núcleos de consumo intensivo de LEGO ou – e isto para mim ainda é melhor – núcleos de superação. O maior motor que estimula o consumo de LEGO é a capacidade de superação e não o coleccionismo.
Acredito que o futuro do hobby passe em grande medida por uma vivência comunitária… numa comunidade como a nossa interessa menos o que compras do que o que és capaz de fazer.

Obrigado por teres dado uma mãozinha!

24
Ago

Sou um dos aficionados do TECHNIC que existem por esse mundo fora,  (daí ser um dos tecnicistas da Comunidade0937 e neste momento moderador no fórum deste tema), por isso não poderia deixar passar ao lado este momento.

Jennifer Clark é uma das referências mundias do TECHNIC e ela deu uma entrevista ao pessoal do Klocki.

 

All Terrain Crane
All Terrain Crane

 

 

O link da entrevista está aqui.